Pensamento do Mês

"Você pode escolher em ser parte do problema,
Ou parte da solução."

sábado, abril 17

Primeiras reflexões acerca da acessibilidade na Educação Paulista.

Acessibilidade é a habilidade/ação de tornar algo acessível a determinado público. Possibilitar algo a alguém que é privado disto por razões diversas.
Esse termo vem sendo utilizado para apontar o acesso de Portadores de Necessidades Especiais a determinados locais ou a tarefas/ações os quais eles não poderiam fazer ou chegar sozinhos sem ajuda de terceiros.
Meu olhar compreende apenas a realidade escolar da unidade em que eu trabalho. Ainda não houve possibilidade de conhecer totalmente a realidade de outras escolas do Sistema Paulista de Educação.
Portadores de Necessidades Especiais eram até pouco tempo excluídos das escolas por as mesmas não serem preparadas para eles. Agora estão sendo "incluídos" em escolas sem condições para eles. Defendo sim a inclusão mas quando ela tem condições. Não posso acreditar que improvise uma escola para que o aluno não tenha que ser transportado para uma escola preparada mas que fica em outro bairro.Improvisação não pode ser aceita em um órgão público do estado de São Paulo.
Recebemos esse ano um aluno Portador de Necessidades Especiais cuja sua necessidade é motora. Não houve preparação para como trabalhar com esse aluno nos moldes do caderno do estado.A nossa escola foi construída em dois andares, sendo o primeiro andar para a ala administrativa, banheiros, cantina, laboratórios e uma sala de vídeo. As salas de aula fica no segundo andar. A quadra poliesportiva fica afastada desse complexo e em um nível mais baixo, onde necessitasse descer pelo menos um 50 degraus para chegar. A turma desse aluno foi colocada numa improvisação feita na sala de vídeo, no primeiro andar. A
Dúvidas que tem ocorrido:
Como trabalhar as questões práticas com esse aluno, as vivências e a construção da identidade motora visto que a ele não é possível nem chegar ao recinto apropriado a aula?
Como trabalhar essa atividade propostas se o aluno tem necessidades que englobam também os braços?
É justo esse aluno ficar observando todas as aulas de longe sem poder interagir na construção do conhecimento prático?


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